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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Semana Nacional da Família trata da família no âmbito do trabalho


Durante esta semana (12 a 18 de agosto) está acontecendo a Semanal Nacional da Família em todo Brasil. Desde pequenas comunidades paroquiais, até arquidioceses inteiras, estão refletindo sobre a temática da família, a partir do tema: ‘A Família: o trabalho e a festa’. Neste quinto dia de partilha e celebração, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), organizou um texto a partir das Catequeses preparatórias ao 7º Encontro Mundial das Famílias, que trata da família no âmbito do trabalho, como uma contribuição na reflexão.
Família e o trabalho
Hoje, o mercado do trabalho obriga não poucas pessoas, principalmente se são jovens e mulheres, às situações de incerteza constante, impedindo-os de trabalhar com a estabilidade e segurança econômica e social. Impondo “regras” individualistas e egoístas às gerações mais jovens na formação de uma família, e às famílias, a geração e a educação dos seus filhos.
O trabalho é o gesto de justiça com que as pessoas participam no bem da sociedade e contribuem para o bem comum.
A oportuna “flexibilidade” do trabalho, exigida pela chamada “globalização”, não justifica a permanente precariedade de quem tem na sua única “força trabalho” o recurso para assegurar para si mesmo e para a sua família o necessário para viver. Previdências sociais e mecanismos de proteção adequados devem fazer parte da economia do trabalho, a fim de que sobretudo as famílias que vivem os momentos mais delicados, como a maternidade, ou mais difíceis, como a enfermidade e o desemprego, possam contar com uma razoável segurança econômica.
Os ritmos de trabalho contemporâneos, estabelecidos pela economia consumista, limitam até quase anular os espaços da vida comum,  sobretudo em família. O perigo de que o trabalho se torne um ídolo é válido também para a família que esquece de Deus, deixando-se absorver completamente pelas ocupações mundanas, na convicção de que nelas se encontra a satisfação de todos os seus desejos. Isto acontece quando a atividade de trabalho detêm o primado absoluto das relações familiares e quando ambos os cônjuges buscam apenas o lucro econômico e depositam a sua felicidade unicamente no bem-estar material.
O justo equilíbrio de trabalho exige que todos os membros da família tenham discernimento acerca das opções domésticas e profissionais: no trabalho doméstico, todos os membros da família são convidados a colaborar, e não somente as mulheres e a atividade profissional não diminua o relacionamento familiar. Infelizmente, atualmente, a ideologia do lucro e do consumo impedem muitos membros da família a buscarem, com sabedoria e harmonia, o equilíbrio entre trabalho e família. A condição da vida humana prevê para a família cansaço e  dor, sobretudo no que diz respeito ao trabalho para o próprio sustento.
No entanto, o cansaço derivado do trabalho encontra sentido e alívio quando é assumido não para o enriquecimento egoísta pessoal, mas sim para compartilhar os recursos de vida na lógica cristã, dentro e fora da família, especialmente com os mais pobres.
No que se refere aos filhos, às vezes os pais “pecam“ ao evitar que os filhos enfrentem qualquer dificuldade. Pois, essa prática pode tornar os filhos incapazes de assumirem num futuro próximo suas responsabilidades.
Aos pais e filhos deve-se sempre recordar que a família é a primeira escola de trabalho e gratuidade, onde se aprende a ser responsável por si mesmo e pelos outros. A vida familiar, com as suas tarefas domésticas, ensina a apreciar o cansaço e a fortalecer a vontade em vista do bem-estar comum e do bem recíproco.
Precisamos promover políticas públicas e sociais que coloquem no centro o ser humano e salvaguardem a criação para garantir a dignidade humana/familiar e o justo equilíbrio do trabalho na vida familiar.
Além é claro de uma atenção aos pobres, uma dimensão da família saudável, que é uma das mais bonitas formas de amor ao próximo, que uma família possa viver. Saber que mediante o próprio trabalho se ajuda aqueles que não dispõem do que lhes é necessário para viver, fortalece o compromisso e sustêm no cansaço. E mais ainda quando a família se empenha com a promoção da justiça social colaborando para que as políticas públicas tenham como centro a pessoa humana desde do início ao fim natural da sua vida.
Dessa forma a família se torna um sinal de contradição da propriedade egoísta da riqueza e da indiferença pelo bem comum.
Os membros da família ainda são convidados a oferecer aquilo que possuem a quantos nada têm, compartilhar com os pobres as próprias riquezas, procurando reconhecer que tudo o que recebemos é graça, e que na origem da nossa prosperidade existe um dom de Deus, que não pode ser conservado para nós mesmos, mas há de ser dividido com os outro.
Fonte: CNBB

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Assessora da CNBB explica o que é a Animação Bíblica da Pastoral


Após a Publicação da Exortação Apostólica Verbum Domini, a Comissão Episcopla para Animação Bíblico-Catequética realizou em 2011 em Brasília o I Congresso de Animação Bíblica da Pastoral. Após um ano, a assessora da CNBB, Maria Cecília Rover, esteve em Maceió para participar do I Congresso Provincial para Animação Bíblica da Pastoral. Ela é fromada em Teologia, Serviço Social e Mestrado em Ciências da Religião na área Bíblica. 
É a primeira vez que vem a Maceió? Qual o motivo de sua viagem aos estados que compõem o NE 2?
Esta é segunda vez que venho a Maceió. A primeira vez foi uns 15 anos atrás, quando vim passar umas férias aqui juntamente com uma família de amigos.. Desta vez o motivo é outro: assessorar, juntamente com Pe. Elison, um Congresso Provincial de Animação Bíblica da Pastoral que aconteceu em Maceió e participar, igualmente como assessora, do ENCONTRO DE FORMAÇÃO DE COORDENADORES DIOCESANOS DO REGIONAL DO NORDESTE 2.
Há quanto tempo faz parte da Comissão Episcopal para ABP?
Participo da Comissão episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética desde abril de 2009.
O que representa a realização do I Congresso Provincial de ABP, para a Comissão Episcopal?
A realização deste I Congresso provincial bem como de tantos outros congressos, simpósios, encontros de estudo e reflexão sobre a Animação Bíblica da pastoral são os desdobramentos do I CONGRESSO BRASILEIRO DE ANIMAÇÃO BÍBLICA DA PASTORAL que realizamos em outubro de 2011, em Goiânia-GO. Para a comissão, representa a certeza de que a semente lançada naquele Congresso, que foi uma resposta aos apelos da Igreja para que nossa “pastoral Bíblica” se transforme em Animação Bíblica de toda Pastoral , está produzindo seus frutos e realizando seus objetivos. Dar à Palavra de Deus o lugar que lhe é devido, ou seja, a centralidade na vida e na missão da Igreja é o objetivo desta percepção da Igreja nos tempos atuais.
Quais eram suas expectativas antes da realização do Congresso? E quais as experiências que levará?
Esperava uma resposta positiva de catequistas e demais representantes de pastorais e movimentos quanto à participação. E isso houve. Foram mais de 200 participantes. Muito importantes foram as conversas nos intervalos das palestras e as trocas de experiências e de vida que foram acontecendo. Um bom termômetro para se avaliar um acontecimento como esse é como os participantes saem do encontro. E o povo estava bem animado e agradecendo bastante a chance de ter participado.
Como vê o trabalho pastoral desempenhado por Pe. Elison Silva na CNBB?
Pe. Elison é uma presença muito significativa, tanto em nossas reuniões do GREBICAT (Grupo de Reflexão Bíblico-Catequética) quanto nas reuniões dos coordenadores regionais. As experiências vividas aqui no regional nordeste 2 são partilhadas e as trocas são muito enriquecedoras para a Comissão Bíblico-catequética nacional.
E quanto a Paróquia Nossa Senhora das Dores, como lhe acolheu?
A acolhida na Paróquia e no regional foi muito calorosa. A reunião na casa Paroquial foi um gesto bem fraterno de acolhida e de um grupo que se colocou à disposição para que eu me inteirasse mais e mais da vida e da catequese deste regional. Muito obrigada!
Que recordações levará de Maceió e de seu povo?
Que Maceió além das muitas belezas naturais, possui  muito mais belezas humanas; muita gente dedicada ao serviço de evangelização; gente que sabe unir  evangelização com a festa,alegria, celebração.
Já tem previsão de retorno a nossa bela Maceió?
Há uma proposta de Capacitação de jovens para a leitura orante, através do Projeto Lectionautas. Se confirmada, será em novembro!
Fonte: Pascom/ Paróquia Nossa Senhora das Dores

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Trabalhos em grupo encerram o I Congresso Provincial de Animação Bíblica da Pastoral



O I Congresso Provincial para Animaçõa Bíblica da Pastoral terminou neste domingo (08) em Maceió com trabalhos em grupos envolvendo leigos, religiosas, seminaristas e padres. A assessora da Comissão para Animação Bíblica-Catequética da CNBB, Maria Cecília Rover, conduziu o momento.

Os participantes, divididos entre as três dioceses, escolheram algumas sugestões propostas para a Animação Bíblica da Pastoral colocadas na última Assembleia Geral dos Bispos do Brasil. "Agora chegou a vez de vocês. Trabalhando em grupo, podemos iluminar a nossa caminhada e ver as melhores pistas de ação para o nosso trabalho pastoral", disse.

Quando os trabalhos terminaram os participantes voltaram em procissão trazendo velas e a Bíblia entoando cânticos relacionados às Sagradas Escrituras. "É um momento celebrativo entre os catequistas", destacou Rover. Em seguida, uma plenária foi realizada onde foram expostas as ideias de cada grupo.

Com a presidência do Arcebispo de Maceió, Dom Antonio Muniz, a Celebração Eucarística encerrou o Congresso. "Estou muito feliz de vê-los  aqui e confiar no trabalho e esforço de cada um como semeador da Palavra", colocou durante a homilia.

A assessora agradeceu o convite durante o encerramento: "O encontro foi bastante positivo. É uma maravilha a gente se encontrar nos intervalos e escutar as experiências que vocês aqui em Alagoas possuem. Ter comunhão na Igreja é isso", finalizou.



terça-feira, 12 de junho de 2012

Criada a Sociedade Brasileira de Catequetas



Reuniram-se em São Paulo (SP), nos dias 8 a 10 de junho, um grupo de catequetas, acompanhados pelo arcebispo de Uberaba (MG) e integrante da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética da CNBB, dom Paulo Mendes Peixoto, e o assessor desta Comissão, padre Décio José Walker, a fim de fundar a Sociedade Brasileira de Catequetas.

Muitos temas foram tratados e, no dia 9, houve o momento para fundar a Sociedade Brasileira de Catequetas, “sonho alimentado há muito tempo por muitas pessoas”, destacou o padre Décio.

Foi eleito como presidente desta nova organização o padre Luiz Alves de Lima. O padre Luís Gonzaga Bolinelli foi escolhido como secretário. Estes coordenarão o processo de constituição da Sociedade com seus estatutos próprios.

Fonte: CNBB

segunda-feira, 11 de junho de 2012

CNBB divulga material para o Dia do Catequista 2012


QUERIDAS(OS) CATEQUISTAS!

É certamente já uma tradição consagrada celebrar a diversidade das vocações na Igreja, durante o mês de agosto, e entre elas a vocação de catequista. No último domingo do mês se destaca o “Dia da(o) Catequista”. Neste dia se faz a experiência, tão recomendada pelo Diretório da Catequese, de unirmos sempre mais intimamente liturgia e catequese, para chegarmos a uma catequese litúrgica.

Também existe um hábito saudável da Comissão Bíblico-catequética da CNBB: oferecer uma proposta de celebração para o Dia da(o) Catequista. Sabemos que em toda parte já existem experiências magníficas de preparar estas celebrações com muita criatividade e grande unção. Mas também acreditamos que algumas indicações em nível nacional podem servir de inspiração para enriquecer as propostas locais.

Neste espírito de partilha e sintonia, oferecemos com simplicidade este pequeno subsídio. Esperamos que ajude a reforçar a beleza e grandeza dessa vocação tão fundamental para a vida e a missão da Igreja. E queremos nos alegrar profundamente e cantar louvores ao Senhor nesse dia, por tantas vidas a serviço do processo de educação da fé em nossas comunidades. 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

CNBB divulga números do Cadastro Nacional de Catequistas


Nesta semana a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) através da Comissão Episcopal para Animação Bíblico-Catequética divulgou a primeira parcial do cadastramento de catequistas. Entre os destaques está a Diocese de Cajazeiras, pertencente ao Regional Nordeste II, com 845 catequistas cadastrados. 

No link ao lado do nosso blog você pode realizar o seu cadastro, aumento o quantitativo da nossa Arquidiocese e ajudando a CNBB nesta pesquisa. Contamos com você!

Vejam abaixo o quantitativo por diocese.

Arquidiocese da Paraíba (Paraíba) 57
Arquidiocese de Maceió (Alagoas) 30
Arquidiocese de Natal (Rio Grande do Norte)  88
Arquidiocese de Olinda e Recife (Pernambuco)  36
Diocese de Afogados da Ingazeira 6
Diocese de Caicó  2
Diocese de Cajazeiras   845
Diocese de Campina Grande 115
Diocese de Caruaru   73
Diocese de Floresta   6
Diocese de Garanhuns   5
Diocese de Guarabira    2
Diocese de Mossoró   3
Diocese de Nazaré  2
Diocese de Palmares  1
Diocese de Palmeira dos Índios  5
Diocese de Patos  1
Diocese de Penedo 7
Diocese de Pesqueira 3
Diocese de Salgueiro 5

segunda-feira, 21 de maio de 2012

CNBB lança material do Mês da Bíblia 2012


A Bíblia, desde sempre, faz parte da caminhada do povo de Deus. “É nela que penduramos todo o nosso trabalho”, conforme nos ensina frei Carlos Mesters. A partir do Concílio Vaticano II, marco fundamental para o florescimento de uma Pastoral Bíblica da Igreja no Brasil, a Bíblia foi conquistando espaço e recuperando sua condição de valor fundamental na vida e na missão da Igreja.

No Brasil, o desejo de conhecimento e de vivência da Palavra fez surgir, com muito sucesso, a prática da leitura e reflexão da Bíblia nas famílias, nos quarteirões, nos círculos bíblicos, em grupos de reflexão, grupos de rua.

O Mês da Bíblia, criado em 1971 com a finalidade de instruir os fiéis sobre a Palavra de Deus e a difusão da Bíblia, também foi fundamental para aproximar a Bíblia do povo de Deus. Propondo um livro – ou parte dele – para ser estudado e refletido a cada ano, o Mês da Bíblia tem contribuído eficazmente para o crescimento da animação bíblica de toda pastoral.

Em continuidade a esta história, a Comissão Episcopal Pastoral Bíblico-catequética da CNBB definiu que, no Mês da Bíblia dos próximos quatro anos (2012-2105), serão estudados os evangelhos de Marcos (2012), Lucas (2013) e Mateus (2014), conforme a sequência do Ano Litúrgico, completando com o estudo de João em 2015.

Esta sequência repete a experiência feita entre 1997-2000, por ocasião da celebração do Jubileu 2000. O enfoque, agora, é outro. Visa reforçar a formação e a espiritualidade dos agentes e dos féis através do seguimento de Jesus, proposto nos quatro evangelhos. Está tanto na perspectiva de discípulos missionários e da Missão Continental, conforme nos pede a Conferência de Aparecida, quanto no esforço da Nova Evangelização proposta pelo papa Bento XVI.

Cada evangelho será relido na perspectiva da formação e do seguimento, destacando o que é específico de cada evangelista, bem como da comunidade que está por trás de cada evangelho.

No Mês da Bíblia deste ano de 2012, será estudado o evangelho de Marcos a partir do tema “Discípulos Missionários a partir do evangelho de Marcos” e do Lema “Coragem! Levanta-te, ele te chama!”  (Mc 10,49).

O material – livro para aprofundamento e círculos bíblicos- já está pronto e poderá ser adquirido nas Edições CNBB: vendas@edicoes.cnbb.com.br .

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Palavra de Deus na pauta do segundo dia da 50° AG



Nesta quinta-feira (19) o segundo dia da 50ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil (AG) focalizou o tema central deste encontro. A reflexão sobre “A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja” foi realizada em harmonia com o documento final do Sínodo dos Bispos sobre o tema, realizado em 2010, bem como continuar a reflexão iniciada pelos bispos brasileiros na AG de 2010.

O tema ocupou boa parte da manhã do encontro, que foi apresentado aos bispos e na seguida parte discutido nos grupos dos regionais. A coordenação foi feita por Dom Jacinto Bergmann, arcebispo de Pelotas (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética.

Com informações de CNBB.org

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Manifestação pela internet mobiliza milhares de pessoas a favor da vida no caso dos anencéfalos


Está acontecendo nas Redes Sociais, principalmente no micro blog Twitter, uma manifestação online a favor da vida, por causa da votação hoje, 11, no Supremo Tribunal Federal (STF), do julgamento da ação para o aborto de fetos anencéfalos. O “twitaço”, que tem como hashtag#afavordavida, começou na noite desta terça-feira, dia 10 de abril, com a proposta de mostrar o desejo de defender a vida de crianças com anencefalia.
A manifestação faz parte das inúmeras iniciativas que estão sendo realizadas pela sociedade civil para manifestar a opinião de grande parte da população brasileira que é contrária ao aborto, em vista do julgamento que será feito em sessão extraordinária, nesta quarta-feira, a partir das 9h. A hashtag chegou a ficar em primeiro lugar nos Trending Topics do Brasil e entre os dez assuntos mais comentados do mundo.
No mesmo caminho, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convocou a população a manifestar-se contra o aborto, especialmente através de vigílias de oração em capelas e paróquias.
Vigília em Brasília
“Estou aqui pela necessidade de defender a vida humana desde a concepção até a sua morte natural; porque defendendo os verdadeiros direitos humanos, será possível assegurar às futuras gerações uma sociedade justa e igualitária”. Assim o jovem Ari Andrade Filho explicou sua participação na Vigília pela Vida, realizada na noite desta terça-feira, 10 de abril, diante do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Além dele, aproximadamente mais 150 pessoas estavam diante da corte manifestando sua posição e rezando para que hoje os onze ministros não decidam legalizar o aborto de crianças com anencefalia no Brasil.
"A decisão que pode ser tomada nesta quarta-feira pelo Supremo, de permitir o aborto de anencéfalos, simboliza uma sociedade egoísta, uma sociedade que se torna incapaz de lidar com o sofrimento humano. Isso poderá abrir o precedente para que possamos, no futuro, nos tornar, cada vez mais, uma sociedade eugênica", completou Ari Filho.
A cantora Elba Ramalho é uma firme defensora da vida, também participou da vigília diante do Supremo. Ela animou os jovens que se manifestaram, tanto na Praça dos Três Poderes, quanto na internet, a se manterem firmes.
O bispo emérito de Guarulhos (SP), dom Luiz Bergonzini, também participou da vigília e incentivou a participação dos jovens, lembrando que o aborto é uma usurpação do poder de Deus. "Digo aos jovens que continuem confiantes na ajuda de Deus. Continuem nessa luta, que é a luta para o bem, é a luta a favor da vida. Quem está a favor da vida, está a favor de Jesus. Jovens, coragem, vamos em frente, vamos lutar a favor da vida!", destacou dom Luiz.

terça-feira, 27 de março de 2012

Estudos do YouCat espalham-se pelo Brasil


A partir do desejo do Santo Padre, o papa Bento XVI, de que o Catecismo Jovem fosse estudado pela juventude, e com a criação do Projeto de Evangelização Catecismo Jovem, que motivou por todo o Brasil o uso do YouCat através das redes sociais, muitas foram as formas encontradas de estudo do novo instrumento de evangelização.
Em Porto Seguro (BA), terra onde foi rezada a primeira missa no Brasil, a juventude sente-se motivada a estudá-lo, como afirmou Jerônimo Lauricio, grande motivador dos encontros: “como ficar inerte diante de tanto cuidado e amor? Foi essa a inquietação que começou a ser gerada no interior de alguns jovens em Porto Seguro, Terra de Santa Cruz, onde começou a evangelização do nosso país”. Lá os jovens se reúnem todas as segundas-feiras, às 19:30h, na Paróquia São Sebastião, para estudar o Catecismo, a Palavra de Deus e aprofundarem-se no conhecimento da Igreja.
Na Comunidade Católica Canção Nova, todas as quintas-feiras, jovens consagrados se reúnem para juntos participarem de uma formação do YouCat. Segundo Edna Carvalho, que é colaboradora do Projeto de Evangelização Catecismo Jovem e organizadora do grupo de estudo na Canção Nova, “tem acontecido formações na minha e em outras casas também, sempre fazemos estudo e partilhamos. Partilhamos a idéia com nossos irmãos e muitos se empolgaram”.
Na diocese de Lorena (SP), a paróquia Santa Cecília está organizando por iniciativa do Setor Juventude Diocesano uma escola de formação do YouCat, sobre a orientação do padre Alessandro Henrique das Chagas. Segundo o seminarista Renan Félix, um dos organizadores, a ideia é realizar o “YouCat Scholl”, um curso modular de estudo do catecismo jovem. O jovem Robson Moraes, da paróquia onde o projeto está sendo pensado, conta que “o Estudo estará aberto para as demais paróquias da cidade ou quem quiser participar”.
Para a equipe do Catecismo Jovem (www.catecismojovem.com.br), estas muitas experiências em todos os cantos do país mostram as oportunidades de se evangelizar utilizando-se do Catecismo Jovem. É o desejo do papa que torna-se cada vez mais concreto, com jovens juntando-se, formando grupos de estudo e partilhando o YouCat, seja nas redes sociais ou em encontros presenciais.
Por CNBB

terça-feira, 13 de março de 2012

Comissão da CNBB e Grupo de Reflexão Bíblico-Catequética estão reunidos em Brasília

Estão reunidos na sede das Pontifícias Obras Missionárias, em Brasília (DF), os 12 integrantes do Grupo de Reflexão Bíblico-Catequética (GREBICAT), juntamente com a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Esta reunião pretende definir a natureza e a finalidade deste grupo de reflexão.
Esta é a primeira reunião do GREBICAT, que foi formado pela junção de dois grupos, o Grupo de Reflexão Catequética (GRECAT) com o Grupo de Reflexão Bíblica Nacional (GREBIN).
Segundo o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética, dom Jacinto Bergmann, o novo grupo de reflexão deve dar mais importância à caminhada conjunta da animação bíblico-catequética no país.
Dom Jacinto lembrou que a Animação Bíblico de toda a Pastoral será o tema central da 50ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB. “Além do tema central da Assembleia, em Aparecida (SP), a Animação Bíblico da Pastoral constitui duas das cinco urgências das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE)”, lembrou o arcebispo de Pelotas (RS), dom Jacinto Bergmann.
“Falaremos também sobre a iniciação à vida cristã, especialmente trazendo os passos dados pela Igreja no Brasil e abrindo novas perspectivas na animação bíblico-catequética”, enfatizou dom Jacinto.
Outros temas abordados na reunião, que está marcada para terminar na próxima quinta-feira, 15, de acordo com a assessora da Comissão Bíblico-catequética, Cecília Rover, são: Orientações para as Escolas Bíblico-catequéticas Regionais; a catequese nas novas mídias sociais e a elaboração do Plano Quadrienal da Animação Bíblico-catequética.
Presença
Além do presidente da Comissão para a Animação Bíblico-catequética, dom Jacinto, a reunião conta com a presença dos outros dois bispos que compõe a mesma, dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo recém nomeado para Uberaba, e dom José Antônio Peruzzo, Bispo de Palmas-Francisco Beltrão (PR). Estão presentes ainda os dois assessores da Comissão, Cecília Rover e padre Décio Walker.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

CNBB lança CF 2012 em Brasília nesta quarta-feira

Foi aberta, na tarde desta Quarta-Feira de Cinzas, a 49ª Campanha da Fraternidade (CF), cujo tema é “Fraternidade e Saúde Pública”, com o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra”. A solenidade de abertura, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), foi dirigida pelo secretário geral da entidade, dom Leonardo Steiner, e contou com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha; do secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, além de outros convidados.

“A Campanha da Fraternidade é um tempo especial para a conversão do coração, através da prática da oração, do jejum e da esmola, como processo de abertura necessária para sermos tocados pela grandeza da vida nova que nasce da cruz e da ressurreição”, disse dom Leonardo.

Em seu discurso, o secretário geral da CNBB disse que houve “significativos avanços” nas últimas décadas da saúde pública no país, como o aumento da expectativa de vida da população, a drástica redução da mortalidade infantil, a erradicação de algumas doenças infecto-parasitárias e a eficácia da vacinação e do tratamento da Aids, elogiada internacionalmente.

Dom Leonardo também levantou pontos que ainda não são completamente sanados pelo Governo em relação à saúde. “Com a Campanha da Fraternidade de 2012, a Igreja deseja sensibilizar a todos sobre uma das feridas sociais mais agudas de nosso país: a dura realidade dos filhos e filhas de Deus que enfrentam as longas filas para o atendimento à saúde, a demorada espera para a realização de exames, a falta de vagas nos hospitais públicos e a falta de medicamentos. Sem deixar de mencionar a situação em que se encontra a saúde indígena, dos quilombolas e da população que vive nas regiões mais afastadas”, destacou dom Leonardo.

O bispo auxiliar de Brasília ressaltou não ser exagero dizer que a saúde pública no país “não vai bem”. “Os problemas verificados na área da saúde são reflexos do contexto mais amplo de nossa economia de mercado, hoje globalizada, que não tem, muitas vezes, como horizonte os valores ético-morais e sociais”.

Sobre o corte de cinco bilhões de reais da área da saúde, dom Leonardo destacou que esta decisão do governo preocupa e frustra “a expectativa da população por maior destinação de recurso à saúde” após a discussão da Emenda Constitucional 29.

Agradecimento à CNBB

O ministro da saúde, Alexandre Padilha, agradeceu à CNBB, em nome do Ministério da Saúde, do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Conselho Nacional de Saúde (CNS), pela escolha do tema da Campanha da Fraternidade deste ano. “Agradecemos esse gesto da CNBB por trazer a saúde, em especial a saúde pública, como tema central de reflexão da Quaresma e durante toda a Campanha da Fraternidade. Sabemos que isso provoca um debate permanente durante todo o ano na Igreja Católica e nas comunidades. Não poderia ter presente maior para o SUS do que esta iniciativa da Igreja Católica”, disse o ministro.

Segundo Padilha, a responsabilidade e os desafios de consolidar o Sistema Único de Saúde são enormes. “Primeiro pela dimensão de nosso país, desafio que nenhum outro país com mais de 100 milhões de habitantes assumiu. O Brasil assumiu em sua Constituição, colocando a saúde como dever do Estado. E depois assumiu o SUS, que tem como princípio levar saúde de forma integral e universal para toda a sua população. Sabemos que o desafio do SUS não é pequeno”, destacou.

“Tenho a esperança de que nesta Campanha da Fraternidade, cada uma das comunidades do país possam discutir o ‘SUS real’, aquilo que é a única porta para 145 milhões de brasileiros. É a partir desse debate que poderemos enfrentar os problemas que temos a sanar na saúde pública no país”, observou o ministro.

Mensagem do Papa

“De bom grado me associo à CNBB que lança uma nova Campanha da Fraternidade, sob o lema “que a saúde se difunda sobre a terra” (cf Eclo 38,8), com o objetivo de suscitar, a partir de uma reflexão sobre a realidade da saúde no Brasil, um maior espírito fraterno e comunitário na atenção dos enfermos e levar a sociedade a garanti a mais pessoas o direito de ter acesso aos meios necessários para uma vida saudável”.

Estas foram algumas palavras do papa Bento XVI na carta enviada à CNBB por ocasião do lançamento da CF. A carta foi lida na íntegra pelo secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, no ato de lançamento Campanha.

O papa desejou que esta Campanha inspire no “coração dos fiéis e das pessoas de boa vontade, uma solidariedade cada vez mais profunda para com os enfermos, tantas vezes sofrendo mais pela solidão e abandono, do que pela doença”.

“Associando-me, pois, a esta iniciativa da CNBB e fazendo minhas as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias de cada um, saúdo fraternalmente quantos tomam parte, física ou espiritualmente, na Campanha, invocando pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, para todos, mas de modo especial, para os doentes, o conforto e a fortaleza de Deus no cumprimento do dever de estado, individual, familiar e social, fonte de saúde e progresso do Brasil, tornando-se fértil na santidade, próspero na economia, justo na participação das riquezas, alegre no serviço público, equânime no poder e fraterno no desenvolvimento”, escreveu o papa.

Fonte: CNBB

Projeto de Comunicação do Regional NE2 serve de base para a implantação no Nacional

Durante o encontro das coordenações regionais de catequese, que aconteceu em Brasília (DF), nos dias 3 a 5 de fevereiro, Joseilton Luz, que administra o blog Catequese e Bíblia e que faz parte da Coordenação do Regional Nordeste 2 da CNBB (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte), falou sobre a importância da Comunicação e as novas Mídias Sociais nas Comissões Bíblico-Catequética.

“Vivemos em um tempo de mudanças e precisamos rapidamente nos adequar a essa realidade que tanto nos surpreende. Hoje com a internet, estamos praticamente ‘ligados’ ao mundo e precisamos, dentro dos nossos trabalhos, atingir também essa área que tanto necessita ser catequizada”, disse Joseilton.

O coordenador do Regional Nordeste 2, padre Elison Silva, orientou os integrantes responsáveis pela comunicação na comissão bíblico-catequética do Regional a implantar esse trabalho construindo o blog “Catequese Regional Nordeste 2”, que rapidamente se transformou em uma rede que interliga as dioceses ao Regional. Com isso, até agora, das 21 dioceses do Regional, 14 já construíram seu blog, e em breve as dioceses restantes estarão “blogadas”, afirmou o coordenador Regional.

A rede de blogs tem hoje ferramentas disponíveis para fazer conhecer, estabelecer relacionamento e organizar as comunicações nas Comissões Regionais Bíblico-Catequética interligando todas as paróquias às dioceses, as dioceses aos Regionais e os Regionais ao blog “Catequese e Bíblia”, da CNBB.

“Iniciamos também um atendimento online para que a Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética possa atender os catequistas de todo Brasil e do mundo, uma vez que o blog “Catequese e Bíblia” têm acesso de mais de 39 países”, explicou Joseilton Luz.

Fonte: CNBB

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Campanha da Fraternidade: 49 anos de amor ao próximo e referência democrática

Está chegando a Quaresma, tempo em que a liturgia da Igreja convida os fiéis a se prepararem para a Páscoa, mediante a conversão, com práticas de oração, jejum e esmola. E é justamente na Quarta-Feira de Cinzas, que acontece um dos principais eventos da Igreja Católica no Brasil, o lançamento da Campanha da Fraternidade. A CF, como é conhecida, está na sua 49ª edição, é realizada todos os anos e seu principal objetivo é despertar a solidariedade das pessoas em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos e apontando soluções. Neste ano de 2012 a Campanha da Fraternidade destaca a saúde pública e suas variantes. Com o tema “Fraternidade e Saúde Pública”, e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra” (cf. Eclo 38,8); a CF de 2012 tentará refletir o cenário da saúde no Brasil, conscientizando o Governo da precarização de condições dos hospitais e mobilizando a sociedade civil para reivindicar melhorias.
A CF é uma campanha conhecida em todo o país e reconhecida internacionalmente. Mas você sabe quando ela começou? Quem foram os seus criadores? A primeira Campanha da Fraternidade foi idealizada no dia 26 de dezembro de 1963, sob influencia do espírito do Concílio Vaticano II.
Antes disso, o primeiro movimento regional, que foi uma espécie de embrião para a criação do atual modelo da “Campanha da Fraternidade”, foi realizado em Natal (RN), no dia 8 de abril de 1962, por iniciativa do então Administrador Apostólico da Natal, dom Eugênio de Araújo Sales, de seu irmão, à época padre, Heitor de Araújo Sales e de Otto Santana, também padre. Esta campanha tinha como objetivo fazer “uma coleta em favor das obras sociais e apostólicas da arquidiocese, aos moldes de campanhas promovidas pela instituição alemã Misereor”, explicou dom Eugênio Sales, em entrevista a arquidiocese de Natal, em 2009. A comunidade de Timbó, no Município de Nísia Floresta (RN), foi o lugar onde a campanha ocorreu pela primeira vez.
“Quando no começo de 1960, eu estava concluindo meu trabalho de doutorado em Direito Canônico na Universidade Lateranense, em Roma, fui para a Alemanha onde tinha mais tranquilidade para o que desejava. Ali pude acompanhar a Campanha Quaresmal daquele ano para recolher o fruto dos sacrifícios em benefício dos povos que sofriam fome, como eles mesmos tinham sofrido 15 anos antes, logo depois da Segunda Guerra Mundial. O material para informação (homilias, boletins paroquiais, etc.) continha reflexões muito profundas. Trouxe para o Brasil todo o material para que pudéssemos adaptar aqui.
Dom Eugenio Sales numa reunião do clero lançou a ideia. Foi feita uma lista e nomes, no fim venceu o nome "Campanha da Fraternidade". Ficamos satisfeitos com o nome, mas nunca imaginávamos que aquela pequena semente se transformasse no que é hoje”, disse o arcebispo emérito de Natal, dom Heitor de Araújo Sales.
“Não vai lhe ser pedida uma esmola, mas uma coisa que lhe custe. Não se aceitará uma contribuição como favor, mas se espera uma característica do cumprimento do dever, um dever elementar do cristão. Aqui está lançada a Campanha em favor da grande coleta do dia 8 de abril, primeiro domingo da Paixão”, disse dom Eugênio Sales, no ato de lançamento da campanha, em Timbó (RN).
Segundo dom Heitor, o papa João XXIII tinha lançado a ideia de que católicos de países ricos pudessem dar um pouco de suas vidas para ajudar na evangelização de outras terras. Chamavam-se "Voluntários do Papa". Assim vieram para cá missionários leigos dos Estados Unidos (EUA) e de outros lugares. Eles também ajudaram no começo da Campanha.
A experiência foi adotada, logo em 1963, por 19 dioceses do Regional Nordeste 2 da CNBB (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte). Naquela época envolvidos pelo Concílio Vaticano II, os demais bispos brasileiros fizeram o lançamento do Projeto da Campanha da Fraternidade para todo o Brasil. Dessa forma, na Quaresma de 1964 foi realizada a primeira Campanha em âmbito nacional. Desde então, até os dias atuais, a CF é realizada em todos os recantos do Brasil.
Em 20 de dezembro de 1964, os bispos brasileiros que participavam do Concílio Ecumênico Vaticano II, em Roma, aprovaram o fundamento inicial da mesma, intitulado “Campanha da Fraternidade – Pontos Fundamentais apreciados pelo Episcopado em Roma”. Em 1965, tanto a Cáritas quanto Campanha da Fraternidade foram vinculadas diretamente ao Secretariado Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A partir de então que a Conferência dos Bispos Brasileiros passou a assumir a Campanha da Fraternidade. Nesta transição, foi estabelecida a estruturação básica da CF.
“Naquela época, a Igreja se voltava a si, preocupada com a implantação do Concílio Vaticano II e em renovar as suas estruturas conforme as indicações conciliares. Daí surgiu a Campanha da Fraternidade. Ela, inicialmente se prestou a este objetivo. No entanto, a CF contribuiu na superação da dicotomia ‘Fé e Vida’, que, imbuída do espírito Quaresmal quer modificar a situação do fiel, em prol da vida e da justiça”, explicou o atual secretário executivo da Campanha da Fraternidade da CNBB, padre Luiz Carlos Dias.
Em 1967, começou a ser redigido um subsídio para a CF auxiliando assim as dioceses e paróquias de todo o país. Nesse mesmo ano iniciaram também os encontros nacionais das Coordenações Nacional e Regionais da Campanha da Fraternidade.
Em 1970, a Campanha ganhou um especial e significativo apoio, uma mensagem do papa Paulo VI para o dia do lançamento da Campanha, o que virou uma tradição entre os papas.
A partir de uma análise dos temas abordados a cada ano, a história da Campanha da Fraternidade pode ser dividida em três fases distintas: de 1964 a 1972, os temas refletem um olhar voltado para a renovação interna da Igreja, provavelmente sob o influxo das reformas propostas pelo Concílio Vaticano II; de 1973 a 1984, aparece na Campanha a preocupação da Igreja com a realidade social do povo brasileiro, refletindo influências do Vaticano II e das Conferências Episcopais de Medelín e Puebla, sem deixar de lado a questão política nacional, que vivia uma de suas mais terríveis fases: a ditadura militar. A terceira fase, a partir de 1985, reflete situações existenciais dos brasileiros.
Ao longo da história, as Campanhas abordaram questões do compromisso cristão na sociedade. Em alguns casos, as essas questões discutidas geraram o surgimento de Pastorais ou serviços no seio da Igreja. Foram levantados e debatidos temas como, em 1985, a questão da fome; em 1986, o problema fundiário; em 1987, o tratamento do poder público para com o menor. Em 1988, a campanha apelou por uma adesão a Jesus Cristo; em 1989, conclamou o povo a assumir uma postura crítica frente aos meios de comunicação social; em 1990, abordou a questão do gênero, chamando a atenção para a igualdade do homem e da mulher, diante de Deus; em 1999, chamou a sociedade e o poder público para discutir o problema do desemprego; em 2000, convidou as igrejas cristãs e a sociedade a lutarem pela promoção de vida digna para todos. Em 2001, levantou o problema das drogas e as consequências na vida das pessoas; em 2008, propôs o debate sobre a defesa da vida; em 2011, falou sobre a vida no planeta.
Neste ano de 2012, a saúde pública será o foco das discussões. De acordo com o arcebispo de Ribeirão Preto, dom Joviano de Lima Junior, a saúde é “dom de Deus” e, enquanto tal é um direito que além de ser preservado, precisa ser conquistado. “Além disso, pensemos na importância da alimentação e da preservação do ambiente. Porém, não podemos nos esquecer das estruturas insuficientes dos hospitais e dos postos de saúde”, disse. (RE)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Com representação dos 17 Regionais, Comissao Bíblico-catequética se reúne em Brasília

Aconteceu em Brasília (DF), na sede das Pontifícias Obras Missionárias (POM), de 1º a 5 de fevereiro, o Encontro das Coordenações Regionais da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética.

Segundo a assessora da Comissão, Cecília Rover, o objetivo do encontro é dar prosseguimento ao trabalho de unidade na animação bíblico-catequética no Brasil. O mesmo destacou o presidente da Comissão Bíblico-catequética, e arcebispo de Pelotas (RS), dom Jacinto Bergmann. Segundo o arcebispo, a reunião, que acontece uma vez por ano, é importante por conta da unidade. “Ressaltamos a importância desse encontro para formação da unidade entre os 17 Regionais para com a Comissão, em torno da animação bíblico-catequética. Temos que ouvir os regionais, o que eles têm a nos dizer.

Os dois primeiros dias de reunião foram para finalizar as orientações das escolas bíblico-catequéticas com o Grupo de Reflexão das Escolas Catequéticas (Grescat).

Foto: CNBB
Outro tema em destaque ficou por conta da comunicação e as novas mídias sociais. Esta palestra foi feita por Joseilton Luz, do Regional Nordeste 2 da CNBB (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte). Além de Joseilton, outros palestrantes foram: padre Antônio Luiz Catelan, que falou sobre o Ano da Fé e os 50 anos do Concílio Vaticano II; padre Décio José Walker, que refletiu sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) e Luiz Carlos, que apresentou o Plano Quadrienal da Comissão.

Fonte: CNBB

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

GRESCAT propõe orientações para as Escolas Bíblico-Catequéticas

As coordenações da Animação Bíblico Catequética dos 17 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), juntamente com o Grupo de Reflexão das Escolas Catequéticas (GRESCAT)  estão reunidas em Brasília, na sede das Pontifícias Obras Missionárias (POM), desde ontem dia 1º Fev.

O evento, que é organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, tem como um dos objetivos, segundo a assessora da comissão, Maria Cecília Rover, nestes dois primeiros dias é a reflexão de orientações para as Escolas Bíblico Catequéticas. O mesmo instrumento vem sendo estudado desde 2010. Os próximos passos serão acolher outras possíveis observações das coordenações regionais e encaminhamento para edição e publicação.


O encontro conta com a presença dos três bispos da comissão Dom Jacinto Bergmann, Dom Peruzzo e Dom Paulo Mendes.

Fonte: Catequese e Bíblia

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Webrádios são instrumento na evangelização dos jovens


Navegar na internet, estudar e trabalhar ouvindo música católica de qualidade. Rezar o terço ao vivo com pessoas de outras cidades ou mesmo outros estados. Fazer novos amigos que têm os mesmos gostos. Essas são algumas das coisas que as webrádios católicas tornam possíveis. Cada vez mais comuns no Brasil, elas combinam formação com entretenimento e têm crescido contando com o apoio dos ouvintes e dos artistas.
Webrádio é a emissora que transmite programação sonora pela internet, usando a tecnologia de streaming. As primeiras transmissões de áudio na rede aconteceram nos Estados Unidos em 1994 e logo em seguida surgiu a primeira web rádio. A primeira emissora brasileira a transmitir sua programação na internet foi a mineira Itatiaia.
Aos poucos surgiram as primeiras emissoras funcionando exclusivamente via internet – que, em comparação com as rádios comuns, custam menos e podem alcançar mais pessoas. Não demorou muito, começaram a aparecer rádios especializadas, e assim nasceram as primeiras webrádios católicas.
A mais antiga do Brasil é a Famílias Online, do Ministério para as Famílias da RCC. Ela foi criada em 2004 por Wilson e Marli Rossi Gabriel. Em entrevista publicada pelo portal da RCC, eles contaram que o trabalho começou quando resolveram criar um site para evangelizar por meio da internet que permitisse aos internautas ouvir música enquanto navegavam.
A Rádio Beatitudes, sediada em Araraquara (SP), é uma das mais populares no Brasil, com cerca de 300 mil acessos por mês. Comandada pelo casal Silvinho e Carol Zabisky, fundadores da Comunidade Beatitudes do Coração de Jesus, foi criada em 2006. Entusiasta do rádio, Silvinho já tinha trabalhado em uma emissora católica de sua cidade e de lá levou sua experiência.
Na Beatitudes, como em praticamente todas as rádios que transmitem programação só pela internet, o trabalho é voluntário. São os membros da comunidade que se organizam para manter tudo funcionando a partir do estúdio que Silvinho e Carol mantêm em casa. O começo não foi fácil. Carol admite que nem ela acreditava na proposta.
- A inspiração veio no coração do Silvinho, em meados de 2006, quando ele sentiu que devia iniciar uma webrádio para evangelização. Não se tratou de pesquisa de mercado, mas certamente podemos dizer que foi uma inspiração divina, uma vontade de Deus que foi concretizada com o empenho e luta - até solitária - do Silvinho. Na época, só ele acreditou nesta inspiração que veio de Deus... eu não acreditava e até mesmo o desencorajei algumas vezes (principalmente quando ele deu o passo de comprar um novo computador - sem termos o dinheiro necessário pra isso...). Porém, ele tinha a certeza dessa moção de Deus e foi atrás.
O desejo de usar as novas tecnologias na evangelização é algo que une todas as webrádios católicas. A Rádio PJ Maringá, mantida pela Pastoral da Juventude, fez suas primeiras transmissões em 2009 e está direto no ar desde 2010, com programação voltada a todos os que se identificam com as pastorais da juventude. Geliton Batista explica como surgiu o projeto:
- A Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Maringá (PR) tem buscado marcar presença na internet oferecendo conteúdo, recursos e ferramentas a serviço da evangelização da juventude. O projeto da web rádio está dentro deste propósito e vem sendo construído, gradativamente, com o protagonismo dos próprios jovens. Considerando também que é crescente a expansão do acesso e da qualidade da conexão e o fato de que é expressiva a utilização da internet pela geração atual de jovens, acreditamos que uma web rádio oferece condições para contribuir com nossa ação pastoral.
Interação
A interação descontraída entre locutores e internautas é uma marca das webrádios. As redes sociais têm um papel muito importante nisso, pois é por meio delas que essa interação acontece, encurtando as distâncias, e é dentro delas que ocorre a divulgação das emissoras.
Aline Oliveira, de Santo Antônio do Monte (MG), é assídua ouvinte da Beatitudes. Ela conta que descobriu o link no Orkut e logo se conectou e se encantou. A partir daí, começou a interagir com os locutores e logo já estava participando de um encontro de ouvintes em Araraquara.
- Deus deu à Beatitudes a missão de resgatar pessoas, principalmente jovens, que muitas vezes só têm a primeira experiência com Deus através da rádio! Muitas vezes, assim como foi comigo, jovens conectam a rádio meio que por acaso (digamos que um acaso de Deus!).
Divulgação
Os artistas e gravadoras também costumam ser fãs das webrádios. Eles próprios, tanto os que estão no começo da carreira como os que já são consagrados, enviam suas músicas para serem tocadas. Lize Borba, vocalista da banda Beatrix, considera as web rádios um importante instrumento de divulgação das músicas.
- A rádio, tanto convencional como na internet, é e continuará sendo por muito tempo um dos maiores meios de divulgação da música. Quanto mais pessoas ouvirem, mais a missão da banda estará sendo cumprida – avalia.
E e é assim que essa moçada conectada em Cristo, na juventude e na tecnologia vai trabalhando para levar a palavra de Deus a todos os cantos e atendendo ao chamado do Papa Bento XVI, que convidou “os jovens a fazerem bom uso de sua presença no areópago digital”.
Por CNBB e Jovens Conectados