domingo, 27 de maio de 2012

Não há Igreja sem Pentecostes



Celebramos em Pentecostes a vinda do Espírito Santo, depois de cinquenta dias da Páscoa. O Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos reunidos no Cenáculo e os tornou capazes de anunciar o Evangelho com coragem (cf. At 2,1-13). Este acontecimento, que nós nos identificamos com ele, é o verdadeiro “batismo” da Igreja. De fato, a Igreja vive da efusão do Espírito Santo, sem o qual ela não teria força e não existiria mais. E este acontecimento renova-se de modo particular em alguns momentos fortes das comunidades eclesiais: nas liturgias, em romarias, nas Santas Missões Populares, nas festas de Crisma, vigílias jovens, nas assembleias pastorais e em tantos momentos especiais para a vida das comunidades, nas quais a força de Deusse sente de modo evidente, infundindo alegria e entusiasmo nos corações. A Igreja toda reunida no Cenáculo recebe o Espírito Santo.
Os Apóstolos “perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres, entre elas, Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele” (At 1,14). O Espírito Santo une os fiéis entre si, nasce a Igreja na unidade. Pentecostes reúne a todos. Não há Igreja sem Pentecostes e não há Pentecostes sem a Virgem Maria. Quando os cristãos se reúnem em oração com Maria, o Senhor doa o seu Espírito. Este santifica a comunidade de fiéis e comunica-lhe a plenitude da graça, dirige a Igreja através das dificuldades, perseguições e perigos, até ela alcançar a glória definitiva. É o Espírito Santo que suscita sempre nova vida na Igreja. Ele é a alma e a vida da Igreja. Concede-nos a graça necessária para desempenharmos a nossa missão.
Pela força do Espírito Santo nos tornamos missionários para anunciar o Evangelho a todas as criaturas. Nós, que somos Igreja, somos permanentemente missionários. A Igreja recebe a ordem de Jesus: “Ide, pois, fazei discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,19s). A Igreja conta com o Espírito Santo. Ele sempre assegurou à Igreja o rumo certo. Apesar dos pecados, que acompanham a condição humana dos discípulos de Cristo, a Igreja não esmoreceu ao longo da história, porque nela vive e age o Espírito Santo. Este dá à Igreja novas energias e faz fortes os frágeis e medrosos mensageiros do Evangelho. Não posso esquecer um dos grandes servidores do Evangelho, Frei Damião de Bozzano, missionárionos sertões do nordeste brasileiro, há 15 anos de saudades.
Para sermos corajosos e criativos discípulos missionários de Jesus Cristo, invoquemos a especial ajuda do Espírito Santo, em Pentecostes, neste dia 27 de maio de 2012.
Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena - Bispo de Guarabira (PB)


quarta-feira, 23 de maio de 2012

CNBB divulga números do Cadastro Nacional de Catequistas


Nesta semana a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) através da Comissão Episcopal para Animação Bíblico-Catequética divulgou a primeira parcial do cadastramento de catequistas. Entre os destaques está a Diocese de Cajazeiras, pertencente ao Regional Nordeste II, com 845 catequistas cadastrados. 

No link ao lado do nosso blog você pode realizar o seu cadastro, aumento o quantitativo da nossa Arquidiocese e ajudando a CNBB nesta pesquisa. Contamos com você!

Vejam abaixo o quantitativo por diocese.

Arquidiocese da Paraíba (Paraíba) 57
Arquidiocese de Maceió (Alagoas) 30
Arquidiocese de Natal (Rio Grande do Norte)  88
Arquidiocese de Olinda e Recife (Pernambuco)  36
Diocese de Afogados da Ingazeira 6
Diocese de Caicó  2
Diocese de Cajazeiras   845
Diocese de Campina Grande 115
Diocese de Caruaru   73
Diocese de Floresta   6
Diocese de Garanhuns   5
Diocese de Guarabira    2
Diocese de Mossoró   3
Diocese de Nazaré  2
Diocese de Palmares  1
Diocese de Palmeira dos Índios  5
Diocese de Patos  1
Diocese de Penedo 7
Diocese de Pesqueira 3
Diocese de Salgueiro 5

segunda-feira, 21 de maio de 2012

CNBB lança material do Mês da Bíblia 2012


A Bíblia, desde sempre, faz parte da caminhada do povo de Deus. “É nela que penduramos todo o nosso trabalho”, conforme nos ensina frei Carlos Mesters. A partir do Concílio Vaticano II, marco fundamental para o florescimento de uma Pastoral Bíblica da Igreja no Brasil, a Bíblia foi conquistando espaço e recuperando sua condição de valor fundamental na vida e na missão da Igreja.

No Brasil, o desejo de conhecimento e de vivência da Palavra fez surgir, com muito sucesso, a prática da leitura e reflexão da Bíblia nas famílias, nos quarteirões, nos círculos bíblicos, em grupos de reflexão, grupos de rua.

O Mês da Bíblia, criado em 1971 com a finalidade de instruir os fiéis sobre a Palavra de Deus e a difusão da Bíblia, também foi fundamental para aproximar a Bíblia do povo de Deus. Propondo um livro – ou parte dele – para ser estudado e refletido a cada ano, o Mês da Bíblia tem contribuído eficazmente para o crescimento da animação bíblica de toda pastoral.

Em continuidade a esta história, a Comissão Episcopal Pastoral Bíblico-catequética da CNBB definiu que, no Mês da Bíblia dos próximos quatro anos (2012-2105), serão estudados os evangelhos de Marcos (2012), Lucas (2013) e Mateus (2014), conforme a sequência do Ano Litúrgico, completando com o estudo de João em 2015.

Esta sequência repete a experiência feita entre 1997-2000, por ocasião da celebração do Jubileu 2000. O enfoque, agora, é outro. Visa reforçar a formação e a espiritualidade dos agentes e dos féis através do seguimento de Jesus, proposto nos quatro evangelhos. Está tanto na perspectiva de discípulos missionários e da Missão Continental, conforme nos pede a Conferência de Aparecida, quanto no esforço da Nova Evangelização proposta pelo papa Bento XVI.

Cada evangelho será relido na perspectiva da formação e do seguimento, destacando o que é específico de cada evangelista, bem como da comunidade que está por trás de cada evangelho.

No Mês da Bíblia deste ano de 2012, será estudado o evangelho de Marcos a partir do tema “Discípulos Missionários a partir do evangelho de Marcos” e do Lema “Coragem! Levanta-te, ele te chama!”  (Mc 10,49).

O material – livro para aprofundamento e círculos bíblicos- já está pronto e poderá ser adquirido nas Edições CNBB: vendas@edicoes.cnbb.com.br .

sábado, 19 de maio de 2012

Silêncio e Oração na Catequese


Neste domingo (20) a Igreja comemora o 46° Dia Mundial das Comunicações Sociais. Na Liturgia, a data é lembrada no Domingo em que celebramos a Ascensão do Senhor. Este ano, o Papa Bento XVI nos convida a refletir o seguinte tema “Silêncio e Palavra: caminho de evangelização”. Como catequistas, somos comunicadores da Boa Nova e iluminados pela reflexão do Santo Padre, faremos uma alusão sobre a Catequese e o assunto.

Bento XVI nos explica em sua mensagem que o Silêncio é parte fundamental em nossa comunicação. Com ele, somos capazes de escutar nosso interior e nos conhecer melhor. É diante dele que também damos a oportunidade para que o outro se expresse. Na Catequese estamos favorecendo aos nossos catequizandos momentos de silêncio? E nós, somos capazes de calar para ouvi-los?

Na sociedade da informação, somos bombardeados com múltiplas imagens, sons, gestos, expressões. É no silêncio que somos capazes de discernir os inúmeros processos e identificar a Verdade. O Papa nos lembra que devemos buscar espaços para o diálogo, para a conversa, mas é preciso favorecer o silêncio, a oração, a meditação e partilha da Palavra de Deus: “Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas” diz.

Deus fala com o homem através do silêncio e o homem é capaz de fazer o mesmo. O nosso coração se abre ao espírito de contemplação silenciosa, nascendo assim, uma força orante e missionária. Tal contemplação nos mostra a pessoa de Jesus Cristo, mediador e plenitude de toda a Revelação. “O Silêncio e a Palavra são importantes agentes para a evangelização: ambos são elementos essenciais e integrantes da ação comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo”, completa o Papa.

Bento XVI nos questiona como encontrar o silêncio diante da geração que vive 24 horas conectadas as redes sociais e a rede de computadores. Daí a necessidade de cultivar o silêncio na Catequese como base do processo de ensinamento da Fé. A falta dele pode gerar alienação e perda da identidade das pessoas.

Este tema repensa nossos métodos de Catequese, na busca de harmonizar  nossos encontros como uma orquestra, compara Dom Dimas Lara Barbosa – presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação: “com seus sons e pausa harmoniosamente combinados numa sinfonia vibrante que anuncia a beleza da vida, que anuncia o Homem ao homem”.

Marcos Filipe Sousa
Membro da Comissão Arquidiocesana para Animação Bíblico-Catequética

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Mãe de Jesus, Mãe da Igreja e nossa Mãe


Com o mês de maio, somos convidados recordar o mês de Maria, e com Ela, o dia das mães. Maio nos fala da ternura, do afetivo, do amor e da família. Somos convidados a descobrir a riqueza do feminino, da mulher no Plano de Deus, em nossa vida, na vida da Igreja. Particularmente somos chamados a sempre mais descobrir porque nós cristãos amamos e veneramos Maria como a Mãe de Jesus, nossa Mãe e Mãe da Igreja.


Maria no AT é preanunciada em sua presença e missão já no Gênesis quando Deus fala que uma mulher “calcaria a cabeça da serpente” vencendo o mal (Gen.3,15).  Está visualizada nas grandes figuras femininas, como Éster, Judid, Rebeca, etc. Isaias a anuncia como a “virgem que nos traria o Salvador da humanidade”(Is.7,14). No NT, não somos nós, mas a própria eternidade, Deus, que através do anjo Gabriel a saúda, dizendo: “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor está contigo, bendito é o fruto do teu ventre, Jesus”(Lc.1,28s). Isabel a reconhece como a Mãe do Salvador. “Donde me vem a honra de receber a Mãe de meu Salvador”(Lc.1,43), como profetiza que Maria “seria a bendita de todas as gerações”(Lc.1,48).


Maria não é apenas a Mãe de um grande homem, nem do maior dos profetas, mas a Mãe do Filho de Deus, do nosso único Salvador e Redentor. Ela gerou e educou Jesus. Acompanhou seu Filho amado ao longo da vida, da gestação até sua morte e ressurreição. Foi o próprio Cristo Quem a entregou como a Mãe de toda a humanidade ao pé da cruz nos momentos finais de sua vida. “Mãe, eis ali teu filho, filho eis ali tua Mãe”(Jô.19,26). Ela se fez presença no Pentecostes, na Igreja nascente e através de toda a história dos dois mil anos do cristianismo.


Sem dúvida, Maria se encontra no coração de Deus Pai, no coração e na vida de Jesus, no coração da Igreja e dos povos. Sua presença na Igreja e na humanidade nos é conhecida. Aparece em Lourdes, para nos pedir conversão. Em Fátima intercede pela conversão da Rússia e da humanidade. No México, Guadalupe, intervem a favor de nossos índios. Em Aparecida, pede para reconhecermos os negros como iguais a todos, etc.. A presença de Maria aparece diretamente à Promessa de Deus no AT, como a Mãe de Cristo e da Igreja no NT e como a mediadora entre Deus e o homem na história da Igreja. É por isto que nós cristãos a amamos e a veneramos.


Deus ao nos chamar à vida através de nossos pais nos criou “a sua imagem e semelhança”, como homens e mulheres, como família, onde o masculino e o feminino fazem parte da essência da natureza humana. Em nossa vocação humana e divina, Maria é o feminino de Deus em nosso caminho para a eternidade. Deus é Pai com coração de Mãe, onde Maria aparece como “o rosto materno de Deus” a favor da humanidade.


Na passagem do mês de maio, nosso especial carinho e gratidão pela presença de cada mulher, particularmente pela existência de nossas mães físicas e espirituais. Deus, a Igreja, cada um de nós, a humanidade, precisamos de vocês mulheres. Ser mulher é ser dom, dádiva, manifestação viva e encarnada no tempo da própria ternura de Deus.


Para Jesus nossa gratidão por nós ter dado sua Mãe como Mãe da Igreja e nossa Mãe. Na passagem do dias das mães, para nossas mães terrenas que nos geraram para a vida, para o amor, para fé, para a Igreja e para Deus, nossa mais sincera gratidão e preces.


Padre Evaristo Debiasi 
Assistente Eclesiásitco da Ajuda à Igreja que Sofre Brasil

sábado, 5 de maio de 2012

Vem aí o o 1º Congresso Provincial de Animação Bíblica Pastoral


A Comissão da Província Eclesiástica de Alagoas realizará, nos dias 7 e 8 de julho, no teatro do colégio Marista de Maceió, o 1º Congresso Provincial de Animação Bíblica  Pastoral. O evento, que é organizado pela Comissão composta pela Arquidiocese de Maceió e pelas Dioceses de Palmeira dos Índios e Penedo, pretende reunir 500 pessoas de todo o estado.


“Um dos objetivos do Congresso é dinamizar o processo de reflexão e ação da Igreja, fazendo com que cada fiel, cada pastoral e as demais iniciativas eclesiais sejam perpassadas pela Palavra de Deus”, explica a assessora da Comissão Bíblico-catequética, Maria Cecília Rover que será uma das conferencistas do congresso.


As 500 vagas foram distribuídas proporcionalmente pelas 03 dioceses da Província e destinam-se aos coordenadores paroquiais da Animação Bíblico-catequética (ABC); biblistas; padres, seminaristas, catequistas, agentes de pastorais e movimentos, líderes de animação bíblica.


Segundo Joseilton Luz, a distribuição das vagas está sendo feita pelos coordenadores da Animação Bíblico-catequética de cada diocese. As fichas de inscrição deverão ser enviadas para esses coordenadores junto com a taxa de inscrição R$ 60,00 até o dia 20 de junho. Após esta data, os contatos deverão ser feitos diretamente com a Coordenação da Província Joseilton Luz e Cliane Silva pelo email: joseiltonluz@hotmail.com ou cliane-kika@hotmail.com.


As conferências do Congresso serão feitas pela Assessora Nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, Maria Cecília Rover e pelo Coordenador da Comissão Regional Pastoral Nordeste 2 para a Animação Bíblico-Catequética, Pe Elison Silva.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O que não é ecumenismo


A palavra ecumenismo passou para a linguagem comum, sem muita consideração com o significado específico que a nossa Igreja dá a esse termo. Fala-se em ecumenismo de modo amplo, como algo que uniria todas as idéias, de todos os grupos, uma grande mistura, um sincretismo global. Não é a isso que nossa Igreja se refere quando propõe o ecumenismo como parte de sua doutrina.

Em primeiro lugar, teríamos que perceber que, na fala oficial da nossa Igreja, há uma diferença entre ecumenismo e diálogo inter-religioso. Ambos são campos de trabalho importantes, mas cada um tem suas características próprias. O ecumenismo se refere às relações entre cristãos de Igrejas diferentes. Não são “religiões” diferentes, a religião é a mesma, são todos cristãos. Diferentes são as Igrejas (ou as chamadas comunidades eclesiais) a que uns e outros pertencem.  Referir-se a um irmão cristão como alguém que tem outra religião já seria um embaraço no diálogo ecumênico. Mas misturar ecumenismo com diálogo inter-religioso também não é a proposta da Igreja.

Para prosseguir com segurança no caminho do ecumenismo, haveria algumas idéias a serem esclarecidas. Por exemplo, ecumenismo não é:

• Mistura de tudo num novo cristianismo: isso seria acrescentar mais uma divisão, como se estivéssemos criando uma nova Igreja, com perda de identidade para todos.

• Disfarce para uma Igreja dominar a outra: esse é um grande receio que alguns irmãos têm. Uma vez, depois de incentivar a prática do ecumenismo num encontro, alguém me perguntou: _ Agora, falando sério, me diga: tratando assim tão bem os crentes de outras Igrejas, sendo tão simpática com eles, quantos você já converteu para a nossa Igreja? Fiquei muito decepcionada. Isso me mostrou que a pessoa não tinha entendido nada do que eu estava tentando explicar. Qualquer intenção menos sincera nesse trabalho atrapalha a caminhada em vez de ajudar.

• Algo que afasta a pessoa da sua própria Igreja: entro no diálogo como católica (e só assim estou preparada para tanto) e saio com minha identidade católica reforçada porque é em nome da minha Igreja que estou falando, é como representante dessa Igreja que me apresento ao outro. O mesmo vale para o outro lado do diálogo: cada cristão de outra Igreja deve ter uma identidade firme para me ajudar a conhecer melhor o seu modo de ser cristão.
• Fazer todos concordarem em tudo: O objetivo é compreender, dialogar... e poder discordar sem transformar isso em rejeição e desvalorização do outro.

• Fingir que as diferenças não existem: isso tornaria hipócrita a conversa; queremos compreender as diferenças, não ignorá-las.

• Desvalorizar as normas de cada Igreja: cada um deve cumprir seus deveres com a sua comunidade; se isso não for feito, o ecumenismo ganhará opositores porque será visto como uma ameaça à identidade dos envolvidos. Por exemplo: geralmente é melhor não organizar atividades ecumênicas no domingo, que é dia de cada um celebrar na sua Igreja.

• Deixar de lado o espírito crítico diante de qualquer grupo cristão: ser ecumênico não é ser ingênuo diante do que não for honesto, de que estiver em contradição com a ética e os valores evangélicos. Mas, nesse caso, sempre é bom lembrar que não podemos desvalorizar um grupo inteiro porque algumas pessoas dentro deles fazem coisas erradas. Afinal, sabemos há joio no meio do trigo, mas também pode haver trigo no meio do joio.

  Pensemos: como, na catequese, viveremos uma espiritualidade que também é ecumênica, sem cair nessas falhas?

Therezinha M L da Cruz
Blog Catequese e Bíblia

terça-feira, 24 de abril de 2012

Vídeos na catequese: A Internet pode ajudar!!


Você já deve ter percebido o fascínio que as crianças tem por desenhos animados, não é mesmo? Bem, existe um site na internet que pode nos ajudar bastante neste sentido.Você já deve ter ouvido falar do site YouTube (site que deisponibiliza milhares de vídeos).


Bem, neste site são encontrados inclusive desenhos animados bíblicos. Porém, o YouTube não disponibiliza que os vídeos sejam baixados para o seu computador.É aí que entra outro site: Vixy.com Como funciona?Você abrirá a página (aqui).


Com o endereço do vídeo desejado, você colará o endereço no espaço em branco “URL”. Logo após apertará “start”.Pronto! O vídeo do YouTube será baixado automaticamente.Ao baixar os vídeos, você pode gravá-los em DVD ou em formato VCD.Aí vai uma lista de links que eu andei procurando no YouTube, prontinhos para serem baixados por você:


Davi e Golias (3 partes)
1 - http://www.youtube.com/watch?v=znkaYtbgvoA
2 - http://www.youtube.com/watch?v=7KnJVl8iT3s
3 - http://www.youtube.com/watch?v=jehX15WMwL0


Saulo de Tarso (3 partes)
1 - http://www.youtube.com/watch?v=vg5prwfF2uY
2 - http://www.youtube.com/watch?v=Z52XL1gOjzo
3 - http://www.youtube.com/watch?v=BzEUHt-29F


AO Filho Pródigo (3 partes)
1 - http://www.youtube.com/watch?v=apvNQ5c6Fls
2 - http://www.youtube.com/watch?v=szWr9QU9IgE
3 - http://www.youtube.com/watch?v=tgNoZa2yfTI


Profeta Eliseu (3 partes)
1 - http://www.youtube.com/watch?v=kMOrlV9z9NY
2 - http://www.youtube.com/watch?v=2wcFQv8bti4
3 - http://www.youtube.com/watch?v=8Xj0TO-mRPQ


Profeta Samuel (3 partes)
1 - http://www.youtube.com/watch?v=GgHkAznez4g
2 - http://www.youtube.com/watch?v=gnadfv0a83Q
3 - http://www.youtube.com/watch?v=Ee89oTanIBU


A Ressurreição de Jesus (3 partes)
1 - http://www.youtube.com/watch?v=Mava16pWIg8
2 - http://www.youtube.com/watch?v=cJhtb6jcdKw
3 - http://www.youtube.com/watch?v=mHwVztH5DQA


A História de José no Egito (3 partes)
1 - http://www.youtube.com/watch?v=Kgfb8yWtTNU
2 - http://www.youtube.com/watch?v=f2ura9r6QSA
3 - http://www.youtube.com/watch?v=Pcn35GmhDiQ


Ester (3 partes)
1- http://www.youtube.com/watch?v=GojbTwTpUS0
2- http://www.youtube.com/watch?v=Lk0S1Mf_3aA
3- http://www.youtube.com/watch?v=ktx7c6Hv0j4


Fonte: Arquivos de Catequista

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Palavra de Deus na pauta do segundo dia da 50° AG



Nesta quinta-feira (19) o segundo dia da 50ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil (AG) focalizou o tema central deste encontro. A reflexão sobre “A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja” foi realizada em harmonia com o documento final do Sínodo dos Bispos sobre o tema, realizado em 2010, bem como continuar a reflexão iniciada pelos bispos brasileiros na AG de 2010.

O tema ocupou boa parte da manhã do encontro, que foi apresentado aos bispos e na seguida parte discutido nos grupos dos regionais. A coordenação foi feita por Dom Jacinto Bergmann, arcebispo de Pelotas (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética.

Com informações de CNBB.org

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A Missão do Catequista na Igreja

Leitura do Evangelho  (Lucas 5,1-11)

Naquele tempo, 1Estando Jesus um dia à margem do lago de Genesaré, o povo se comprimia em redor dele para ouvir a palavra de Deus. 2Vendo duas barcas estacionadas à beira do lago, - pois os pescadores haviam descido delas para consertar as redes -, 3subiu a uma das barcas que era de Simão e pediu-lhe que a afastasse um pouco da terra; e sentado, ensinava da barca o povo. 4Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. 5Simão respondeu-lhe: Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas por causa de tua palavra, lançarei a rede. 6Feito isto, apanharam peixes em tanta quantidade, que a rede se lhes rompia. 7Acenaram aos companheiros, que estavam na outra barca, para que viessem ajudar. Eles vieram e encheram ambas as barcas, de modo que quase iam ao fundo. 8Vendo isso, Simão Pedro caiu aos pés de Jesus e exclamou: Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador. 9É que tanto ele como seus companheiros estavam assombrados por causa da pesca que haviam feito. 10O mesmo acontecera a Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus companheiros. Então Jesus disse a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. 11E atracando as barcas à terra, deixaram tudo e o seguiram.

3) Reflexão Lucas 5,1-11

Um fato: O povo tem fome e sede da Palavra de Deus
Como naquele tempo, também hoje percebemos um povo sedento de diálogo com Deus e de compreensão do sentido da existência da vida no mundo. Diante do drama da corrupção, das drogas, das injustiças, das desilusões e decepções, perguntamo-nos: onde está Deus? E quando em meio as trevas da ignorância e dos erros, quando se escuta que em determinado lugar se encontra com Deus, muitos são em romaria ou em peregrinação buscando a “água viva da imortalidade”. Jesus ontem, hoje e sempre é a luz que atrai muitas pessoas, justamente porque ele revela-nos toda a grandeza e majestade de Deus. Nele Deus é Emanuel, isto é, “Deus conosco”. Jesus é a Palavra de Deus em carne ou encarnada, isto é, Deus visível aos nossos olhos e mais sensível na história de nossa vida. Como nós catequistas estamos saciando essa fome e sede da Palavra? Como vai nossa espiritualidade como catequistas? Temos tempo de realizar ao menos um dia da semana uma Lectio Divina?

Uma realidade: as barcas estavam paradas
Jesus percebeu que havia barcas estacionadas na beira do lago, entrou em uma delas e re-vigorou sua dinâmica de está no mar, para realizar a pesca e assim matar a fome de peixe do povo. O peixe, que é uma dos alimentos mais saudável a pessoa humana, era e é um dos símbolos do cristianismo e na sua escrita em grego, ἰχθύς (em maiúsculas ΙΧΘΥΣ, ichthus), ᾿Ιησοῦς Χριστὸς Θεοῦ Υἱὸς Σωτήρ, que  significa “Jesus Cristo Filho de Deus Salvador”. Assim também é a nossa relação com Jesus, quem o deixa entrar em sua vida, essa retoma o seu vigor e missão. Como caminha a catequese na sua paróquia? Como você dinamiza a catequese?Como catequista você tem uma vida eucarística?

Um sinal de unidade: entre duas barcas, Jesus subiu a de Simão Pedro
A barca nas reflexões patrística era vista como a simbologia da Igreja. Pedro que era o líder dos pescadores e no coração de Jesus e no projeto de Deus já era visto como  alguém que, mesmo diante de seu temperamento forte e de suas inquietações, teria a missão de, depois da ressurreição, “confirmar seus irmãos na fé”no pode de Deus.


O magistério de Cristo é realizado plenamente na barca de Pedro
O texto nos apresenta Jesus assumindo  a postura de sentado e ensinando ao povo a Palavra de Deus, posição de um mestre, e ele falava como alguém que tem autoridade. Como bom pedagogo e catequista, Jesus ensinava e exemplificava para dar mais força sua palavra. E o que Jesus ensinava? Para termos esta resposta, basta lermos com atenção toda a vida de Jesus. Ela sempre foi um reflexo da revelação plena do mistério do amor e da bondade de Deus, diante da miséria humana. A fé na sua palavra torna o impossível, possível. A fé na pessoa de Jesus significa colocar nosso projeto pessoal ou mentalidade na submissão a vontade dEle. Simão Pedro, homem experiente na pesca e líder dos pescadores, realizou um gesto de humildade quando disse “Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas por causa de tua palavra, lançarei a rede.” Nestas palavras encontramos não somente humildade, mas também a fé e a confiança na Palavra de Jesus que é a Palavra de Deus.  Para quem confia em Jesus Cristo a graça acontece porque Deus sempre dar sinais aos seus eleitos. Como catequistas, nossa fé e confiança em Cristo, faz-nos ousar a vida e a missão por amor do seu nome? Ou diante das dificuldades desistimos facialmente das coisas que o senhor nos confiou?

A unidade faz a força e não falta trabalho para quem se doa a Deus
O milagre aconteceu, Simão viu uma grande quantidade de peixes e chamou seus companheiros da outra banca para ajudá-lo. Assim também o(a) catequista deve chamar outras pessoas a abraçar a catequese e o testemunho de vida é a maior propaganda vocacional. A missão que o Senhor nos confiou não pode ser realizada sozinha, daí também nenhum catequista deverá trabalhar só ou isolado, a missão é eclesial. Infelizmente, hoje, ainda encontramos catequistas com mentalidade egoísta, invejosos e incapazes de elogiar o trabalho dos colegas ou companheiros de missão. No texto ambas  barcas ficaram tão cheias que “quase iam ao fundo”. No entanto hoje quantas catequeses vão ao fundo, mas devido a falta de um trabalho em conjunto com o pároco,com as demais pessoas e pastorais existente na paróquia? Como catequista você sabe trabalhar em conjuntos com outras pessoas? Você tem uma consciência eclesial ou individualista? Hoje é inconcebível encontros de catequese com apenas um (a) catequista. Em todas as paróquias, para cada encontro de catequese deve existir uma equipe de catequistas que vivem e educam para uma realidade eclesial.

A força da catequese consiste em está de joelhos diante de Jesus
O espanto apoderou-se de Pedro e de seus companheiros e com santo temor pediram que Jesus se afastasse porque eram pecadores. Está de joelhos aos pés de Jesus foi a primeira atitude de Pedro. Da mesma forma, deveria ser a de todos catequistas que têm consciência de sua missão na Igreja e no mundo. É necessário atitudes de humildade e reconhecimento da graça de Jesus em nossas vidas porque somos pecadores, mas o dom de Deus é bem maior, faz-nos santos por nossa intimidade com O Santo dos santos. O catequista deve se uma pessoa de oração. O catequista deve adorar Jesus em espírito, nos seus diversos ambientes de trabalho, de lazer e no lar, e em verdade, diante de sua presença real e visível na Eucaristia.Como catequista você tem dedicado no mínimo 15 minutos de adoração ao Santíssimo Sacramento? Qual a nossa relação com a eucaristia, a comungamos sempre?

A vocação catequista exige renuncias, discipulado e imitação de Jesus
Ser catequista é responder, sem medo, ao chamado de Deus, Jesus Cristo, para realizar uma missão pedagógica, não somente de preparação para recepção aos sacramentos, mas permanente na comunidade de fé, na Igreja. Como Jesus disse a Pedro, fala hoje também a nós “não temas”. De fato, quem ama não teme nada porque o Espírito Santo é Espírito de fortaleza e de coragem. Jesus renova nossa força e reanima nossa vida e nos chama a uma vida de comunhão com sua pessoa que nos conduz a vive também uma vida de doação, particularmente da missão de transmitir e de educar na fé os homens e mulheres de boa vontade, que buscam sinceramente a Deus.Para isso é necessário algum renuncia, pois não existe gesto de amor sem abnegação de alguma coisas. Quem ama, de certa forma, livremente deixa-se influenciar pela pessoa amada. Quem assume a catequese se dispõem no discipulado vivendo uma experiência mais próxima e profunda com Deus, imitando aquele que na história é a imagem fiel do Deus vivo e verdadeiro Jesus de Nazaré, o Cristo Senhor. “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”(Jo 15,12). Não há testemunho verdadeiro sem imitação dos gestos de amor de Jesus, nisso somos reconhecidos como seus discípulos e, também, como seus catequistas.

O ÍCONE DA CATEQUESE: JESUS ENSINA NA BARCA


No ícone da catequese na arquidiocese de Maceió será o da pesca milagrosa, seguida do seguimento. Este  ícones exprime o contexto atual em que vivemos:
- Diante da proliferação das seitas de raízes cristãos, reconhecemos um povo sedento de Deus e desejoso de uma experiência maior com  Jesus: “o povo se comprimia em redor dele para ouvir a palavra de Deus ”;
- Coloca em evidência uma das maiores características dos catequistas, inspirada no próprio mestre Jesus: a arte de transmitir, ensinar, educar: “e sentado, ensinava da barca o povo”.
- Abarca era de Simão Pedro e isso significa a Igreja. Recordando-nos também  que somos catequistas da Igreja e para a Igreja, temos uma identidade muito clara Católica;
- Dá uma motivação aos desanimados, para se aprofundar no mistério de Deus e não desistir diante dos fracassos das primeiras tentativas: “avance para águas mais profunda”;
- Exige uma fé incondicional na Palavra de Deus, mas do que na auto-suficiência em nossas próprias capacidades: “trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas por causa de tua palavra, lançarei a rede”;
- Orienta a uma vida de oração e adoração a pessoa de Jesus Cristo:“ Pedro caiu aos pés de Jesus”;
- Chama-nos a dar prioridade à missão catequista num discipulado mais próximo do mestre, assumindo nossa vocação de catequista: “E atracando as barcas à terra, deixaram tudo e o seguiram”.

Pe Márcio Roberto
Coordenador da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética